
BANCO
O CONHECIMENTO COMO SUSTENTO DO HOMEM
O nome do banco é uma abreviatura para “o conhecimento como sustento do homem”. Os livros são de fundamental importância para o desenvolvimento da sociedade e para o crescimento intelectual do indivíduo. Por meio deles são registrados fatos importantes da história como descobertas, relatos, contos e reflexões que são passados para frente, de forma que o conhecimento está sempre em evolução e passando de geração para geração. O livro é e sempre será um vetor importante para o conhecimento. Através de leituras fazemos comparações e associações, as quais nos possibilitam evoluir e compreender melhor o mundo em que vivemos.
Foram feitos 5 protótipos até o lançamento da 1ª série. O assento é formado por dois livros que possuem suas páginas intercaladas 1 a 1. Não há cola unindo os volumes. A sustentação se dá pelo atrito entre cada página, o qual é potencializado pelo sistema de cabos de aço e esticadores tensionados. A força resultante do atrito do papel com papel é superior à força exercida pelo peso de uma pessoa sentada.
Exposição Banco do Conhecimento
Galeria Nicoli, 2016, São Paulo, SP
Curadoria: Bruno Simões
"Por conhecimento entende-se uma informação comprovada por estudo ou experiência. Uma instrução estabelecida e transmitida com o passar do tempo. Com essa simples descrição é possível entendermos muito mais a respeito da própria dupla 80e8 do que meramente a obra apresentada nessa exposição. Afinal de contas, conhecimento exige dois atores básicos: o sujeito capaz de adquirir o conhecimento; e o objeto que se faz conhecido.
Aqui o primeiro elemento é o designer, no caso os designers Antonia Almeida e Fabio Esteves. Ambos nascidos em 1988 e que se conheceram durante o curso de Desenho Industrial na FAAP. Da afinidade nos estudos surgiu uma parceria criativa em que justamente a experimentação é o fio condutor de todo o processo. O resultado adquirido em cada projeto é fruto muito maior de uma pesquisa desenvolvida do que uma busca formal ou funcional. Materiais não convencionais são usados não como recurso estético, mas como materialização de conceitos e desejos mais abrangentes.
Essa metodologia adotada altera profundamente a relação entre homem e objeto em seus trabalhos se comparados ao design convencional, pois cada estudo gera resultados que exigem diferentes abordagens ergonômicas. É aqui que a obra em questão – o Banco do Conhecimento – se torna um bom exemplo. Nele, o objeto da equação, fatores como atrito, carga e tensão são conceitos absolutos que ditam seu comportamento. Mas é claro que cada indivíduo terá sua própria experiência em função de suas próprias características, como peso, altura e emocional, acarretando em opiniões distintas. Justamente aí reside a força do trabalho – capaz de aliar fatos e opiniões, aproximar a experiência real da sensorial.
“O conhecimento como sustento do homem”. Assim Antonia e Fabio explicam a peça, na qual dois livros alinhados folha a folha, sem cola ou qualquer outro adesivo, formam o assento do banco, completo por cabos de aço que distribuem as forças para a estrutura metálica.
Por tal afirmação conclui-se que o objetivo e o objeto se encontraram, não só no campo físico, ou literal, como no filosófico, pois foi Platão quem afirmou que só podemos alcançar o real conhecimento pelo pensamento reflexivo. Justamente aí reside a força da obra – no tipo de reflexão que o trabalho da 80e8 é capaz de gerar." Texto: Bruno Simões

2013 Série I - couro azul e vermelho
2016 Série II - couro marrom
material: aço, couro, livros e cabos de aço
h x larg x prof
52 x 70 x 34 cm
CUIDADOS E MANUTENÇÃO
. utilize um pano seco para limpeza (para tirar o pó)
. não utilize nenhum produto químico ou abrasivo
. evite choques e contato com materiais que possam arranhar e riscar a peça


















